Na pintura de Nara Escarabelin,
a cor pode ser gesto ou
forma.

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Sobre a Nara

Natural de Jundiaí (SP), a artista iniciou sua trajetória na pintura em 2016 e desenvolveu estudos em pintura em tela, desenho, aquarela e história da arte. Desde então, sua produção percorre diferentes possibilidades da linguagem pictórica, tendo no impressionismo contemporâneo e na Pop Art dois de seus principais territórios de investigação.

Em suas paisagens, jardins e composições florais, a pincelada permanece visível, carregada de matéria e movimento. Contornos se dissolvem, cores se encontram e a representação dá lugar à atmosfera e à percepção. A natureza não é apenas reproduzida: é reinterpretada pela experiência da artista.

Em outra vertente de sua produção, Nara aproxima-se da linguagem gráfica da Pop Art. Retratos e animais são reconstruídos por meio da simplificação das formas, de contrastes marcantes e de campos definidos de cor. O gesto livre dá lugar ao contorno; a mistura cromática, às áreas chapadas; a atmosfera, à presença imediata da imagem.

Entre essas duas linguagens aparentemente opostas existe um elemento comum: a cor como instrumento de interpretação.

Com referências que atravessam Monet, Van Gogh e Renoir e alcançam Warhol e Lichtenstein, além da influência de Gisele Ulisse, sua mestra, Nara constrói uma produção ampla, na qual alterna liberdade gestual e precisão gráfica para transformar paisagens, flores, pessoas e animais em experiências essencialmente pictóricas.